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Para Onde Vão as Aves | Versão Kletos

Para Onde Vão as Aves | Versão Kletos

Como um tesouro antigo no fundo do mar, assim são palavras perdidas na memória de quem já ouviu a verdade. Mas ainda não descobriu seu valor. * * * "É um passo de grande coragem e fé acreditar que a morte já foi vencida. E o que nos dá forças para voar alto." Durante uma tarde calma e ensolarada, vi a luz difusa que entrava pela janela revelando a claridade intensa do lado de fora. A brisa quente, pássaros, sons e vozes compondo um alarido de estímulos. Faz sentir que a vida está acontecendo. Mas do lado de dentro, um som estéril insiste em permear tudo: O "tic-tac" do relógio, vindo do lado oposto da janela, na sombra. Faz pensar que em algumas horas o dia dá lugar a noite, silenciosa, escura e fria. E assim como o dia termina e a noite cai, existe uma grande fronteira no horizonte da existência. A maior certeza que temos na vida: um dia ela acaba. Nosso relógio corre ao contrário. Essa verdade avassaladora consome silenciosamente cada alma consciente no entardecer da vida. Mesmo que a reação mais comum seja alienar-se da angustia, o fato é que ela está presente em diferentes formas de ansiedade: Toda inquietação em ter, ser ou estar (ou mostrar/validar). Afinal, se a vida é mesmo como um dia, e é certo que a noite vem, melhor acordar cedo, e aproveitar ao máximo sua curta estadia no universo, e mostrar a todos que esteve por aqui. Mas se nossa esperança está em qualquer coisa desse lado da vida, e nossa maior certeza é a seu fim, então somos os mais miseráveis! Por isso, quando Jesus recomenda a abrir mão da ansiedade (Mateus 6), ele não está apenas dando um bom concelho, mas garantindo que a fronteira da morte já foi vencida, e não existe mais motivo para qualquer inquietação de alma. * * * É um passo de grande coragem e fé acreditar que a morte já foi vencida. E o que nos dá forças para voar alto. Itaboraí, Junho/2015